terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Quem conta um conto, aumenta um ponto.
No ponto de onibus, durante os quarenta minutos interminaveis que eu fiquei lá, fiz amizade com uma companheira de espera, cantarolei algumas musicas e sofri a tal PAI (paixonite aguda instantanea). Ele: sentou do meu lado, se encontou em mim. Branco, corado do sol, jeito de surfista, camiseta de surfista, cabelos castanho claro, alguns fios dourados, cuidadosamente revirados pela cabeça. Se curvou e o principal apareceu, (entra aí a TM: taras malucas) o pescoço. Branco, limpo, cheio, daqueles que dá vontade de apertar. Seu cabelo ainda fazia um molde perfeito para nuca, coberta pelos mesmosfios dourados, agora poucos e pequenos. O cabelo ainda aparentavam ser grossos, dos que enchem a mão e a gente puxa pra cima, não pra cima no ar pra cima de você, sabe? Meu onibus chegou. Tinha os olhos também pequenos, mas cheio de coisas, que não sei definir.Tinha um machucado recente no braço direito, acima do cotovelo, não era dor de cotovelo. Tchau pra ela, pra ele ouvir. Tchau de volta. Do onibus, ainda o vi levando a mão a boca, nós stavamos com sono.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Pra dilatarmos a alma temos que nos desfazer. Para nos tornarmos imortais, a gente tem que aprender a morrer com aquilo que somos nós..." - Fernando Anitelli
Dilatar: do Lat. dilatare v. tr., alargar, estender; aumentar; ampliar; explanar; explicar; protelar; demorar; diferir; propagar; vulgarizar; v. refl., crescer; estender-se; demorar-se; expandir-se; desabafar; derramar-se.
Então vamos lá...escrevo alguns textos soltos, aleatoriedades e até me atrevendo em contos!
Taras malucas, ser esquesita, paixonites no onibus.
Preciso falar sobre essas coisas, em cerca de 30 minutos que passei no onibus consegui formular algumas teorias ou chegar a algumas conclusões sobre mim, penso que devia haver um aparelho que conseguisse gravar pensamentos, pq eu sei que vou esquecer uma porção das coisas legais e interessantes a dizer sobre estes assuntos indicados no titulo. Sem mais arrudeios vamos começar!
- Eu tenho diversas taras malucas, me lembrei hoje da mais natural, mas que me dá vontade nas ocasiões mais improprias. Tenho uma tara por pescoços, ok, isso eh normal. Normal quando vc tá ficando com alguem e quer porque quer morder, beijar, ou sei-lá-o-que a nuca do cara em questão. Mas a Gabriela é diferente, ela tá sentada no onibus, vê a nuca do cara da frente e tem que se concentrar para não tomar a tal nuca desconhecida pelas mãos e fazer sabe-se lá o que. Não é normal estar no meio do "Bom dia" de uma escola Salesiana e se apaixonar pelo pescoço branquinho do menino que faz curso de eletrica, aquele feinho que vc sempre achou com cara de ET. Eu não sei definir o perfeito, citar caracteristicas, sei lá, você sente tesão em determinado pescoço, de novo, de velho, de branco, de mulato, mas sempre limpo.
- Eu sempre fico pensando numa descrição perfeita sobre a Gabriela, como vou me difinir numa entrevista com a Xuxa, o Faustão, no Altas Horas, quando me perguntarem: "A Gabriela por Gabriela é...." Noossa, que babaca seria responder :"É esquisita" seria uma grande decepção para os milhares de espectadores, perderia fãs, perderia a chance de conquistar novos fãs. Pensaram alto 'Desce daí Gabriela' e eu ouvi. Voltando a realidade...não é possivel que alguem consiga responder com naturalidade a questão 'quem sou eu' no orkut, eu já desisti, não diria a verdade mesmo, não valeria por muito tempo mesmo. Eu sou um mutante, com uma unica caracteristica básica, ser esquisita. Como pode alguem gostar e desgostar em tres dias? Como pode alguem amar e odiar em um minuto? Isso e inconstancia demais pra esse alguem conseguir uma auto-definição. Um dia eu sou simpáica e estrovertida, tem uma hora que eu não sei de onde saiu tanta timidez, as vezes me sinto altamente atraente, bonitona, gostosa e no minuto seguinte entro numa crise existencial e acho que sou a mais feia da galaxia. Como eu já disse, as vezes queria ser mais vazia e superficial, talvez fosse bem mais facil me compreender, mas também, que graça teria?
- as paixonites agudas (de onibus) sim, porque paixonite todo mundo tem. Mas a Gabriela tem uma coisa que ataca dentro do onibus, seja por quem tá sentado do lado, pelo que tá láááá na frente e só dá pra ver a nuca (já explicada anteriormente) e até por quem tá no ponto de onibus, alguem que nem entrou no mesmo que eu... que tá preocupado mesmo com o seu onibus que está atrasado. Uma razão pode ser o movimento do veiculo, razão válida para quando você está em pé, e próximo ao objeto desejado. Existe toda a sedução, a troca de olhares, mesmo que seja apenas imaginado por você, afinal, só você está olhando, ele nem te voiu ali, você avalia: o corpo, os dedos, a roupa, a postura, a nuca, é claro. E daqui a uns instantes, sem perceber, você está imaginando como seria apresenta-lo para seus pais, andar de mãos dadas pelo shopping, como seria ele sem camisa e suado e...deixa pra lá. O extase é quando você tem que passar por esse alguem para descer do onibus, seus corpos se aproximam muito, mas não chegam a se tocar, ainda assim você pode sentir o calor imaginario que sai do corpo dele e tem medo que ele possa sentir também o que sai do seu. Percebe como as coisas se encaixam como peças de lego na nossa vida? Sendo esquisita, Gabriela fica fitando nucas alheias que acaba fazendo com que ela se apaixone fatalmente por um estranho, nem que seja pelo momento em que o onibus pára no farol! Em todo lugar existem os tais circulos, mas isso é outra história