quarta-feira, 13 de agosto de 2008

UTS


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Eu posso ser repetitiva, mas sempre tô falando por aqui que a vida é engraçada. E eu continuo achando sabe? Ela nos leva pra cada lugar... Nos apresenta cada pessoa... Tem coisa mais clichê que dizer que a internet encurta distâncias? E desejar felicidades no dia do aniversário? Não, não tem...mas é exatamente sobre isso que eu quero falar hoje. Não sobre clichês. Mas sobre essa distância que me une a pessoas do mundo todo e como essa distância parece frágil diante das afinidades.

Amigos de internet? Nada disso, amigos de verdade. Hoje representadas por um cara diferente, que de alguma forma me conquistou, que eu posso até assutar com tanto carinho, mas é bom aproveitar a deixa de ser aniversário dele pra falar sobre.

Você olha um nome, uma foto de meio perfil e pronto: nasce uma amizade! Impossivel eu contar hoje quantas pessoas eu conheci dessa forma torta de se fazer amizades. Até hoje nunca conheci nenhum assassino, estuprador ou pedófilo. Só gente fora dos padrões da normalidade exigida pela sociedade, mas todos muitos divertidos. Que me fazem rir a cada email, que me dão bom dia diariamente, que me inspiram a escrever besteiras em vários blogs, fotologs e afins. Me apresentam bandas, cores, imagens e felicidades. Me obrigam a fazer cadastro no site X e votar na opção A. Sem contar nas putarias da madrugada, encontrar a diva que há em mim. Explorar ao máximo meu sarcasmo. Me tormar mais sincera, clara e natural possivel, me fazendo ser amada e odiada nesse mundo das aparências que é tão fácil mentir, aprendi que as vezes é mais divertido falar a verdade.

E olha só eu viajando outra vez. Quando vou aprender a ser sucinta, hein?

Beijo me liga, Gabriela.

domingo, 10 de agosto de 2008

familia ê

Pensa num dia que você for dar uma entrevista, num grande programa de tv numa tarde de domingo, pra falar sobre você, sua vida e familia. Daí você pensa e decora: "Ahh, minha familia é minha base. Sempre nos amamos muito, tive uma infância muito feliz. Blá blá blá. " Pronto, discurso perfeito. É isso que todos querem ouvir. Mas será isso que todos vivem? Será mesmo que a familia sempre apoiou em todos os seus atos? Até nas saídas inconsequentes, os momentos de revolta com o mundo? Eu acho que a verdade nunca aparece totalmente. Quantos tem cara pra chegar numa roda de amigos e dizer que "... Bem, meu pai não foi exatamente um exemplo a seguir" ou " Sempre convivi com constantes brigas do casal". É assim, a gente sempre esconde tudo embaixo dos panos. Porque omitir é sempre mais fácil. Tão bonito ser hipócrita.

Não é uma bronca, muito menos uma lição de moral. Afinal eu sou um exemplo vivo das aparências que a vida nos faz segurar. Da intimidade forjada na frente da sociedade, do orgulho que se finge sentir. Acostumada a esperar o afago que não vem, o conselho, o reconhecimento.

É, são coisas da vida.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

a chuva murmurou meu nome...

Pé d'aguá como poucos que já vi nessa vida de um ano e meio em João Pessoa... A volta pra casa, com ônibus cheio, chuva e pseudo-trânsito, me lembrou São Paulo.

É isso mesmo, pseudo! Trânsito de verdade é aquele de passar uma hora e meia entre a estação Brigadeiro e Consolação do metrô, aquele em que cada metro andado já é grande vitória, cheio de buzinas e gritos abafados nos vidros fechados. É aquele caus que te transporta pra longe, no meio de tanta bagunça você pode criar grandes filosofias ou ter idéias, lembrar de fatos, como eu me lembrei hoje, mesmo no meu pseudo-trânsito.

Na pré-adolescência frequentava o Teatro Popular do Sesi, platéia enorme, palco glamuroso, das instalações de arte até a pipoca vendida na porta, tudo parecia vir de uma outra realidade. Meu sonho era trabalhar na Av. Paulista, me vestir como as meninas que andavam por ela, senti-la melhor, participar dela. Anos depois lá estava eu, subindo rotineiramente as escadas da estação Brigadeiro, parando na Casa do Pão de Queijo, pedindo meu chocolate quente e reclamando do atendimento, decorando cada acorde das 27 músicas que cabiam no meu mp3.

E o sonho foi virando meu dia-a-dia, eu me tornei uma das meninas da Paulista, me vestia como tal, de uma forma que não dá bem pra definir, mas que é peculiar a todas que lá frequentam. Eu també comecei a fazer parte dela. Conhecer cada lojinha, encontrar maravilhas por lá. Capaz de localizar o que você quiser e quando precisar. De padaria chique a boteco barato. Posso te indicar a pizza mais engraçada, o sushi mais barato, a bombonieri que fará você engordar horrores e nem ligar, farmacia dos atendentes mais simpáticos, a padaria 24h que vende jurupinga. E posso te contar uma história de cada cantinho desse e como cada um deles ficará pra sempre marcado em mim.

Impossível contar quantas sexta-feiras, quartas e demais dias de strass, terminaram no Blue Point chamando o Willllllllson. E outros tantos dias de cursinho trocados pelo vão do Masp, pelo Chop do Bobs, por conversas em Acapulco. Impossível também saber quanto nossos cartões deixaram em cada balcão, em isqueiros perdidos quase diariamente, em porções de queijo e fritas. Menos possível ainda é mensurar o valor das amizades feitas nessa eternidade de um ano e pouco, tão intensamente vivida. Companhias para tirar foto no posto de gasolina, paquerar makenzianos ou levar amigos bêbados pela calçada. Afinal, quantos hippies teriamos ajudado com tantos brincos comprados? Quanto depositamos em cada cinzeiro? Quantos funcionários haviam mesmo no almoxerifado da empresa? Quantos engravatados paquerados ? E os conquistados?


Não dá, não rola contabilizar as risadas, as gargalhadas, as piadas, nem os arrotos maleducados. É muita história pra tentar resumir em palavras num texto saudosista. Isso tudo é saudade? É sim...mas agora sem sofrimento, sem peso. É saudade de um tempo que agora conseguiu se aceitar no passado e que lá ficará guardado com muito carinho. Agora são outros tempos! Nem dá pra comparar, eu evolui, tudo evoluiu...Inclusive o mp3, que agora virou mp4 e cabe umas duzentas e poucas músicas! ;)


Valeu a pena...Valeu a pena...Pescador de Ilusões...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Eu acho que sim, você finge que não...

Nos momentos de crise há mais inspiração, na depressão as palavras brotam com as lágrimas, na desilução tudo é motivo de rima. No amor tudo vira clichê, na alegria todos os momentos são repetitivos, a felicidade já é tão cheia de trilhas musicas e poesias rebuscadas.



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Tá tudo tão bem sabe? Dificil encontrar melodramas que acabem em boas frases de efeito.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Em meio a tantas transformações tenho tido medo de expor o que sinto, na verdade tenho dificuldade para definir isso. Mudanças de sentimentos, conceitos, pensamentos, tudo isso me deixa muito confusa. Hoje, me sinto dividida em duas. E certamente ainda não sei para qual lado devo seguir.





Aqui, Agora que você parece não ligar. Que já não pensa e já não quer pensar.
Dizendo que não sente nada. Estou lembrando menos de você,
falta pouco pra me convencer...Que sou a pessoa errada!



É, ele parece que nem liga mais. Não pensa mais. Eu não sei onde se perdeu a nossa história, mas estou me convencendo que ela acabou ou está dando um tempo, um longo tempo. Até um dia quem sabe... Por outro lado, portas se abrem, janelas... Ou é apenas imaginação?




Não dá pra ocultar...Algo preso quer sair do meu olhar. Atravessar
montanhas e te alcançar. Tocar o seu olhar,
te fazer me enxergar e se enxergar em mim.

E outra vez a idiota da Gabriela começa a criar histórias, amores inalcançaveis e criar espectativas. Quando eu vou aprender a esperar, deixar de apresar a vida, querer tudo pra ontem? O tempo é senhor, o tempo acerta tudo, o tempo dirá, o tempo fechará feridas, o tempo irá mostrar, o tempo me permitirá, o tempo, o tempo, o tempo, o tempo, o tempo, o tempo...








quarta-feira, 21 de maio de 2008

E a transformação acontece.


Eu relutei pra entrar, relutei pra participar ativamente.
Relutei até para escrever aqui sobre o assunto.


Sempre me achei uma pessoa tão egoista, achando que os piores problemas eram os meus e que o meu fim do mundo era o fim do mundo todo. Que nada! Quebrei tanto a cara de janeiro pra cá.


O objetivo do grupo é levar alegria. Normalmente leva alegria a creches, escolas, asilos, comunidades carentes. Mas devo admitir que desde o dia que resolvi integrar essa equipe a alegria maior foi minha.



Pra temperar os sonhos e curar as febres.


É isso, exatamente assim. O projeto, a turma, as crianças que sorriem pra mim, os velhinhos que me abraçam, todos na rua que se divertem com a gente. Tudo serve pra temperar meus sonhos e curar minhas febres. Confesso que quando penso assim me sinto egoista novamente. Não sei em qual ponto eu faço bem para todos eles e quanto eles me fazem bem. Não sei se estou ali para ajudar ou ser ajudada.


Tudo isso é pra agradecer, porque se os Vagalumes tem a missão de levar a alegria, pra mim já trouxe! E tenho certeza que é a alegria mais verdadeira possivel. Pode soar brega, mas sinceramente não sei como estaria se não fosse essas pessoas que entraram na minha vida literamente me fazendo brilhar mais forte. Sem drama, muita gente nem sabe, mas eu andava muito desanimada, me achando um quase nada pra ninguém, quem me conhece a tempos, estava de desconhecendo. Agora eu voltei a ser a pessoa feliz que sempre fui ou ainda mais. Obrigada Vagalumes, vcs fazem parte disso!



quarta-feira, 7 de maio de 2008


DOENÇA - do Lat. dolentia

  • s. f.,
    alteração na saúde;
    falta de saúde;
    mal, moléstia, enfermidade;


  • fig.,
    mania;
    paixão;
    vício;
    defeito.


É, juntando tudo dá "defeito de fábrica". O corpo cansa e uma hora cai, pede socorro, quer mostrar que não aguenta mais ser mal tratado, desprezado, feito de gato e sapato. Ele já tá cheio de você se preocupar com tudo, menos com ele. Você pensa em todos, menos nele. Você proteje a todos e ele fica sempre de fora. Ainda assim, te apoiando, te sustentando, suprindo. Aguentando você nas piores horas, sem reclamar, se comportando bem e respondendo a todos os seus pedidos de superação continua.

Eu sou o corpo, já cansada dessa carência enrrustida em sorrisos. Tristeza escondida na menina alegre, boa moça. Tô é precisando de uma virada, que funcionaria como uma doença, servindo para chamar a atenção pra mim. "Oi? A bonequinha também tem sentimento" Ok, sem drama, nem venha me perguntar se eu estou bem, certeza que eu estou. Sou sua fortaleza, lembra? É pra mim que você chora suas lamurias, é pra mim que você diz que ama quando também está carente e é de mim que você esquece quando está feliz.

Vai passar!