terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cof, cof, tirando o mofo.


De uma forma ou de outra, acho que devo manter isso aqui. Mesmo cheio de mofo, cheio de teias de aranha, cheio de crises de carências e amores não correspondidos. Relendo os textos dá pra perceber a maturidade que vem chegando com o tempo. Nada de mérito meu, é o tempo tempo mano velho que faz isso com a gente.

Pra que renegar todo aquele passado de magoas? Elas existiram e serviram pra cicatrizar todas as feridas. E hoje? Estão lá nos posts antigos, nas fotos arquivadas, nas cartas encaixotadas, junto com todas as lembranças boas - ou não.

Comentava ainda agora com @VitorMendes que é muito dificil se inspirar sem drama, sem desastres, sem carencias e desilusões. E incrivelmente eu estou sem inspiração e isso é BOM!

Pela primeira vez em muito tempo me sinto bem de fato. Tentarei falar mais sobre a felicidade e as amenidades da vida, sem chororôs.

sábado, 15 de agosto de 2009

Tem hora que dá vontade de jogar palavras pra todos os lados. Atirar palavras, derramar palavras. Expulsar algumas. Adotar outras. Quero soltá-las, quero que por si só elas tomem forma, tomem gosto de ser. Me solto com elas, sinto e me arrisco em frases. Antes letras, depois palavras, depois as frases e só depois e mais depois textos. E mais depois pensamentos que se tornaram concretos. Palavras palavras depois e depois. Só palavras sem pontos sem finais sem pausas. E antes palavra desmanchada, desconexa, desintegrada, desapalavra. E agora palavrar e depois palavirá e depois mais depois.


Salvador Dali O Livro

Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando...




Porque problema todo mundo tem, tem mesmo e têm uns bem mais difíceis de resolver, outros até que não tem solução, mas não é por isso que eu vou me descabelar.

Pera lá, não tô dizendo que a gente tem que se conformar com nossos problemas e achar que eles são karmas de vida, que você é obrigado a se sujeitar a qualquer tipo de humilhação ou coisa parecida. Tô falando da forma de levar as coisas, saber que temos que tentar resolver essas broncas, mas sem perder o rumo o resto da vida por causa delas!

Você não tem culpa se eu bati o dedinho no pé da cama quando acordei, não tinha café da manhã pronto, o ônibus tava lotado e me apertaram feito sardinha, muito menos culpa por minha conta estar zerada e eu não fazer a menor idéia de como vou pagar as dividas do mês. Isso tudo é problema meu, talvez por eu ter acordado tonta e não ver a cama na minha frente ou ter gastado em coisas inúteis ao invés de poupar a grana. Mesmo com todas essas verdadeiras tragédias gregas na minha vida, eu vou sorrir pra você e dar bom dia, me desculpar se por acaso minha bolsa gigante bater na tua cabeça naquele mesmo ônibus cheio e cantarolar minhas musiquinhas pelo meio da rua.

É preciso muito bom humor pra encarar os problemas e não deixar que eles tomem conta da minha vida. Ainda bem que isso não me falta! É claro que ainda existem as crises existenciais e principalmente as crises de carência, mas isso é uma outra história.

Essa moça ta diferente...

Ela não era assim mesmo! Onde ficou aquela que era toda segura de si, sempre desarrumada e desajeitada, mas sempre em conversas com tom de “clima no ar”. Agora vive assim, sem um amor, uma paixão de verdade sabe? Sem os climinhas de paquera, tão naturais pra ela. Hoje anda meio acuada, com medo de parecer isso ou aquilo, toda cuidadosa nas palavras, medindo os sorrisos pra que não aparentem ser falsos nem naturais demais, talvez eles não gostem das espontâneas, talvez não gostem das naturais.

Tadinha, vive numa crise de identidade, manter-se como sempre, mesmo que agora não funcione mais ou se adaptar e mudar também? Quem sabe começando pelo seu vocabulário, gosto musical, roupas e cabelo. Afinal, nessa nova realidade os seus cachos sem forma definida não fazem nenhum sucesso, suas tiradas sarcásticas não parecem tão inteligentes e suas cantadas baratas (e ensaiadas) não fazem mais os homens se derreterem por ela.

Tenta por vezes incorporar essa nova criatura, que acredita ser a ideal pra voltar ao seu auge da popularidade, convites para cinema, passeios inocentes no shopping, o andar de mãos dadas (o que lhe faz tanta falta!). Será que vale a pena mesmo? Revolucionar pela aceitação, enquanto tantos brigam para ser aceitos assim, da forma que são...

Eu espero que ela agüente firme, até que percebam que seu brilho vem justamente dessa diferença, que se o barato fosse ser igual não seriamos tão divertidos, nada mais nos encantaria, nem surpreenderia. Nenhuma música nova nos fascinaria, nem uma nova descoberta nos deixaria tontos de alegria , ninguém mais seria capaz de nos causar uma paixão de fechar os olhos e suspirar fundo. Ufa!


Gabriela Lima 11/03/2009 – 15:45

sábado, 30 de maio de 2009

Como é que se diz ‘eu te amo’...

Na verdade como se diz eu te amo eu sei bem e nem faz tanto tempo assim que eu o fiz. Pra alguém que já está cansado de saber, fato. Mas nunca é demais repetir. Agora como é ouvir isso é que eu não sei, acho que já faz um tempo, na real mesmo acho que ouvi isso uma vez ou melhor, várias vezes da mesma pessoa. A única pessoa que realmente assumiu este amor por mim, sem ter vergonha, sem cobrar nada por isso, sem pedir qualquer mudança de comportamento minha, me aceitando com todos os defeitos, sem reclamar! E vê se eu tô com ele hoje em dia? Que nada, parece que a gente gosta é mesmo de sofrer, do que é mais difícil e talvez impossível. É, nunca me iludi pensando que faria alguém me amar, porque ou se ama ou: “Tenho um carinho enorme por você e não quero te magoar” blá blá blá wiskas sache.

Uma gracinha, bom menino, de família agradável, eles me tratavam como princesa, coisa de fazer inveja sabe? Mas o coração espera algo mais que boas ações e intenções para passar para a fase eu te amo do namoro. Será que quando falei a tal frase eu estava realmente amando? Ainda hoje é o que eu mais me questiono, tento resolver aqui com meus botões em qual momento eu saio do estágio paixão para o estágio amor.

As pessoas tem uma vergonha enorme de admitir que se arrepende de alguma coisa que tenha feito, um clichezão sem graça. E daí? Eu me arrependo por não ter tentado mais, já que a paixão tinha cara de virar amor e talvez eu tenha podado cedo demais pra que a florzinha brotasse. ( ok, florzinha do amor é péssimo, mas não queria perder a comparação barata!)

Apesar de todos os pesares e dessas linhas desconexas que talvez ( e muito provavelmente) não farão sentido pra ninguém. Eu só queria lembrar pra mim, no meio de certa crise afetiva, que é sim possível achar mais alguém que me diga o tal eu te amo, sem pedir que eu me transforme na mulher idealizada desde a infância, que esse meu jeito estranho de ser ainda pode cativar alguém e o que é esquisito pra uns é encantador pra outros. Eu por exemplo, adoro uns carinhas de estilo de roupas duvidosos, cabelos sem corte e barbas por fazer. De preferência aqueles que viajam na imaginação e que os outros acham meio sem graça. Tem gosto pra tudo!




Ps: Atualizando só pq algum dia, alguém por acaso, pode entrar nesse blog cheio de moscas e teia de aranha.

sexta-feira, 8 de maio de 2009


Sim, você, nós dois, já temos um passado meu amor...



Sentir-se bem ao lado. Buscar no shopping. Mandar tomar banho, e também tomar banho. Passar creme pra dormir. Dar beijo de boa noite. Conhecer ruas escuras. Molhar pessoas com poças d’água. Matar barata. Dividir o gelinho de tutty-fruty. Deixar de comer mostarda. Dormir apertadinho. Cochilar no ombro. Deitar na rede. Fazer planos. Escolher o carro. Brincar com o cachorro. Ir ao orelhão. Sentir falta o tempo todo. Não enjoar da companhia. Tomar uma tequila. Tomar outra tequila. Rir a maior parte do tempo. Se emocionar com o sentimento. Tirar fotos bestas. Fazer campeonato de careta. Não se cansar de olhar. Lembrar de cada traço do rosto. Ser robusto. Não contar as intimidades. Conhecer o sapinho. Aproveitar festas. Fazer piadas. Zoar. Emprestar a blusa de frio. Dar beijo na testa. Assistir TV em família. Comer muita pizza. Não ter vergonha de chorar. Ficar acordado até tarde. Identificar o cheiro. Paratim pãpãpã. Ter ciúmes bestas. Gostar de irritar. Andar de mãos dadas. Tomar banho de mar. Jogar carta. Jogar vídeo-game. Atrapalhar o jogo. Ver fotos. Relembrar histórias. Compartilhar. Ouvir. Aconselhar. Fazer companhia. Levar. Despedidas. Reencontros. Ter um cantinho no coração. Estalar as costas. Sonhar. Beijar com barulho. Rir quando gosta. Tomar banho. Ficar sujo. Lavar camiseta. Assar o pão. Preparar o lanche. Acordar com um beijo. Ligar pra saber onde está. Mandar mensagem. Olhar Orkut. Se irritar invariavelmente. Não desistir. Dar o que se tem. Ouvir musica. Cantar junto. Olhar nos olhos. Mostrar o limite. Acreditar. Assistir filminhos. Carinho na perna. Riso de canto de boca. Cuidado. Família. Envolvimento. Confiança. Respeito. Entender um olhar. Interpretar ações. Não desacreditar. Tocar com notas musicais. Brigar e fazer as pazes dentro do mesmo minuto. Sentir. Gostar. Querer sempre mais. De verdade. Pra valer. É muito bom.

terça-feira, 10 de março de 2009

Tempo, tempo, mano velho.

Relendo textos por aqui e por ali, que rolam por todas as minhas tentativas de blogs, flogs, redes de amigos e toda essa besteira que faz a gente sentir que somos um pouco mais interessantes, um pouco mais sociáveis e um pouco mais populares que na vida real, só encontrei redundância.

E lá vamos nós começar outro deles, onde eu vou falar nas entrelinhas o que anda acontecendo comigo, não descaradamente pra não parecer "Meu querido diário" mas também não tão secreto que não possa ser facilmente decifrado pelos que mais me conhecem (ou não). Depois posso falar sobre aquele meu velho amor, que como vocês sabem, nunca morre. O próximo item pode ser navegar por minhas tentativas de fugir do marasmo, da rotina da vida, da carência - o pior. Por fim, chego a uma conclusão daquelas de livro de auto-ajuda, finjo estar tudo bem, garanto que vou chutar o pau da barraca e virar o jogo (com direito a todas essas expressões clichês e furadas) e volto a minha vida de sempre.



Onde foi Deus, que eu enfiei meu bom senso?